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E-commerce B2B: o que as tendências apontam 2021

O e-commerce B2B já é uma realidade no Brasil, se consolidando como mais uma maneira que o varejista (físico ou online) tem para abastecer seu estoque. Eu diria que o primeiro desafio dos distribuidores e atacadistas online, porém, está na aceitação desse modelo de serviço. Mas enquanto isso se desenvolve, as tendências não param.

Em 2021, o e-commerce B2B vai dar saltos ainda maiores, além de trabalhar nas fundações do que ele já veio construindo ao longo de 2020, um ano que praticamente exigiu mudanças e inovações.

Hoje gostaria de falar um pouco mais sobre o que vem de diferente aí para 2021. Para ficar melhor organizado, fiz essa lista com 5 tendências que você precisa começar a analisar agora se o seu modelo de negócios é o e-commerce B2B.

Vamos?

1 – Fortalecimento do dropshipping

E-commerces B2B estão cada vez mais aderindo a modelos B2C. Um deles é o dropshipping, funcionalidade que também oferecemos no Amplia Vendas, com foco no fortalecimento da indústria nacional.

O dropshipping B2B começou a despontar em 2019 e 2020, especialmente em atacadistas, muito por conta da greve dos caminhoneiros, que travou a cadeia de suprimentos e trouxe muitos prejuízos com perdas de mercadoria e pedidos atrasados.

Caminhão pequeno, azul, estacionado perto de praça em Seattle.

Só para refrescar a memória: o dropshipping é um método logístico no qual a entrega da mercadoria fica com a própria indústria que o fabrica. Vamos supor que eu sou um grande atacadista, o Leão.com. No meu site, você pode comprar 10 cadeiras de escritório, mas quem vai entregar não sou eu: é a própria indústria. Eu nem estoque tenho.

Para 2021, a tendência aponta para um uso maior e mais confiável da técnica, integrando o e-commerce B2B com ERPs de indústrias para garantir a contagem de estoque em tempo real. Acabou na indústria? Com essa integração, o e-commerce já mostra para o cliente que o produto está indisponível.

#DicaAmplia: conheça o REStock OpenK, a solução mais simples para conectar sua loja online às indústrias brasileiras que já estão fazendo o dropshipping.

Então anote aí e estude: o dropshipping B2B vem com força em 2021. E outra tendência, parecida, mas um pouco diferente também:

2 – Marketplaces B2B

Outra tendência que vem despontando para 2021 no e-commerce B2B é a estratégia de marketplaces, que ainda engatinha no segmento business to business, mas que já vem ganhando adeptos.

O Martins.com.br é um deles. O maior atacadista distribuidor do Brasil inovou ainda em 2019 e montou uma estratégia inédita no setor: aceitar produtos de fornecedores locais, vendidos e entregues por eles próprios.

Outro exemplo é a Emcompre, do grupo F.A. Maringá, especializado na revenda de colchões e artigos de cama em geral. Inclusive, vale muito a pena ler o artigo que sua coordenadora de marketing, Vanessa Ferraz, escreveu para o E-commerce Brasil destacando as dificuldades e necessidades dos markeplaces B2B. Ele mostra muito de como vai ser o caminho daqui pra frente para novas marcas que buscam se inserir no mercado.

Essa tendência, porém, é mais voltada para empresas já consolidadas no mercado e que podem investir no modelo, que realmente exige mais capital. Para revendedores que têm estoque e logística, é muito interessante buscar marketplaces B2B para vender, do mesmo jeito que lojistas buscam os B2C.

Placa azul entre semáforos com o texto “E-commerce” escrito

3 – E-commerces B2B de indústrias tradicionais cada vez mais comuns

Aliás, tanto e-commerce B2B quanto e-commerces B2C também.

É complicado falar de e-commerce B2B sem levar em conta que grandes indústrias brasileiras, e até as menores mesmo, ainda não estão vendendo online. O conteúdo pela internet sempre assume que essa transição já está acontecendo, mas falha em explicar que a transição está sendo lenta.

Ou estava até 2020. De repente, redes e franquias de indústrias começaram a perder vendas. Varejistas em geral começaram inclusive a fechar as portas. Enquanto isso, o e-commerce dava saltos recorde de faturamento mês após mês.

Em 2021, veremos uma transição ainda mais rápida de grandes indústrias entrando no e-commerce B2B e indo até além: criando seus próprios e-commerces B2C.

Indústrias revendendo diretamente ao consumidor final, apesar de não ser um comportamento muito bem visto pelos varejistas. Mas esse avanço, ao que tudo indica, está acontecendo mesmo assim. A Nestlé já tem e-commerce, a Fini também e a Lacta já testou o modelo na Páscoa 2020 para correr dos efeitos desastrosos da pandemia em supermercados.

Várias garrafas com líquido em esteira de produção industrial.

4 – Flexibilização das formas de pagamento

Estava lendo um texto da Weesh sobre esse mesmo assunto, para buscar mais informações para vocês neste texto, e um ponto me chamou muito a atenção: a flexibilização do pagamento em e-commerces B2B e a necessidade de adequação a novas soluções.

É o caso do PIX. Todos os e-commerces B2C precisam aceitar urgente. Por que seria diferente com os B2B?

Mas o principal ponto aqui é entender que os lojistas brasileiros estão sofrendo graves consequências com a crise da Covid-19. E que outras, ainda mais graves, talvez estejam na esquina de 2021.

O momento agora é de reavaliar as formas de pagamento e começar a incluir financiamentos ou outras soluções que realmente ajudem os lojistas a se reerguer. Quem fizer isso vai ganhar, quase instantaneamente, o apreço dos seus clientes.

Mão segurando vários cartões de crédito.

5 – Economia de nicho

A evolução do e-commerce B2B no Brasil também causa algumas dificuldades para quem quer se inserir agora no mercado. O cenário está cada vez mais desenvolvido, sendo necessário profundo conhecimento em técnicas de marketing digital e SEO para se manter no topo e vendendo.

Mas existe uma outra maneira de “driblar” essa situação e evitar que seu modelo de negócios fique competitivo demais para ser viável: apostar na variedade para instaurar uma cultura de vendas nichadas no e-commerce B2B.

Quanto mais opções de produtos você oferecer, mais vendas você vai ter. E com uma boa aplicação da economia de nicho, você pode chegar a um ótimo patamar: vender o que ninguém mais vende.

Com isso, suas vendas decolam, você consegue mais espaço no Google por colocar mais produtos na primeira página e pronto: seu e-commerce inteiro é impulsionado pela expansão do seu estoque.

Bom, as tendências que eu tinha para te mostrar são essas. O que você achou? Tem mais alguma que gostaria de trazer por aqui? É só comentar que a gente conversa.

Tirei o mês inteiro para trazer tendências e novidades do mundo do e-commerce. Confira os últimos textos do blog pra gente continuar essa conversa!

Um abraço e até o próximo texto.