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Sistema antifraude no e-commerce: como funciona?

Constantemente eu falo aqui das maravilhas de vender online e tudo o que uma plataforma de e-commerce tem e deve oferecer. Mas riscos existem, e quando falamos em fraudes online, elas são frequentes, infelizmente: no início da quarentena as tentativas aumentaram 18%.

Analisando mais a fundo, durante o período de isolamento o e-commerce brasileiro aumentou em 47%. Felizmente, quando olhamos a proporção, percebemos que as fraudes não aumentaram tanto assim. Mas ainda assim, elas são inevitáveis e você precisa estar preparado com um bom sistema antifraudes no seu e-commerce para evitá-las.

Animação de um notebook a frente um personagem segurando um cartão, ao lado  um escudo, olho e relatório.

Não sabe por onde começar? Fique tranquilo. Tenho certeza de que depois desse texto você vai saber tudo sobre o sistema antifraude no e-commerce e qual a melhor opção para o seu negócio não perder dinheiro.

Antes de tudo, o que é um sistema antifraude em e-commerces?

Sendo bem direto, esse sistema é um mecanismo que o seu site precisa ter para evitar que você saia no prejuízo com o chamado chargeback (que é quando o seu cliente não reconhece a compra e solicita o reembolso). Nesse caso, se você já fez o envio do produto, quem vai sair no prejuízo é o seu negócio.

Quer saber mais sobre o chargeback e como evitá-lo? Nesse texto aqui eu te explico tudo o que você precisa saber.

Hoje, a maioria das lojas online com um bom volume de vendas já contam com um sistema antifraude no e-commerce. Isso é ótimo, mas levando em consideração os pequenos negócios, que normalmente não tem um sistema desses, o risco é potencializado. Quando os fraudadores encontram uma vulnerabilidade, fazem daquele site sua “mina de ouro” ilícito.

Ilustração de um notebook e, ao redor, pessoas roubando informações e dinheiro.

Lembrando que um sistema antifraude no e-commerce funciona exclusivamente para pagamentos via cartão de crédito. No caso do boleto, a fraude é praticamente inexistente: você só vai enviar o produto depois que o dinheiro cair na sua conta.

Então, já que estamos falando sobre o que um sistema antifraude no e-commerce faz ou não faz, vamos para uma explicação mais detalhada?

Validação do Código de Segurança

Na hora de inserir os dados do cartão é solicitado o CVV – aquela sequência de três números que ficam no verso. Ele funciona como a senha que é digitada na maquininha física (e como ela, não deve ser compartilhada com ninguém).

Por ser uma informação a mais, clonar esse cartão se torna uma tarefa mais complicada, o que aumenta a segurança durante as compras. Esse é um dos artifícios mais básicos e usados em um sistema antifraude no e-commerce, e normalmente é o que a maioria dos clientes vê e reconhece.

Geolocalização da compra

Esse mecanismo é bem eficiente tanto para casos de roubos de cartões quanto para clonagem. Isso porque o IP do dispositivo usado para a compra – que carrega informações de onde o usuário está – é rastreado. Se não for um local usual a operadora de cartão pode ser notificada.

Com o tempo essa estratégia de geolocalização foi se aperfeiçoando e, hoje, já são identificados alguns locais considerados suspeitos. A partir de históricos de compras, os lugares em que ocorrem grande parte das fraudes são mais controlados e recebem maior atenção.

Esses locais de risco também são levados em conta para analisar endereços de entregas. Quando vários pedidos diferentes são feitos para para um mesmo lugar, o sistema avalia a veracidade.

Análise em banco de dados

Quando um cliente faz uma compra no seu site, informações dele são inseridas. O que o sistema antifraude no e-commerce faz é confrontar esses dados com outras empresas (incluindo bancos), identificando o histórico de compras realizadas e, principalmente, aquelas que não foram efetivadas.

Esses dados também são usados para confirmar se o endereço de entrega e cobrança é o mesmo cadastrado em outros lugares. Assim, quando essas informações entram em conflito, a transação é negada.

Vale lembrar que o sistema é bem preciso e não vai fazer você perder nenhuma venda lícita. Na verdade, vai proteger o seu negócio das fraudes. Caso alguma irregularidade seja encontrada, a operadora vai entrar em contato com quem tentou realizar essa compra. Se estiver tudo certo ela pode fazer essa compra de novo.

Como escolher um sistema antifraude?

Agora que você já percebeu como é importante ter um sistema antifraude no seu e-commerce, chegou a hora de te mostrar o que precisa ser levado em consideração na hora de escolher o seu:

  • Zero contato com o usuário: Na hora de validar as informações é fundamental ser o menos invasivo possível, ou o seu cliente pode se sentir constrangido e até deixar de comprar no seu site.

  • Taxa de sucesso elevada: Ao escolher o sistema, pesquise em outros sites, fóruns, grupos no Facebook e até em canais do Youtube se ele realmente funciona. Veja se ele evita mesmo as fraudes, mas sem barrar muitos usuários corretos.

  • Possibilidade de confirmação de dados: Isso é muito importante. Como eu disse acima, pode ser que ele impeça uma compra lícita. Porém, entrando em contato com o cliente e confirmando os dados, nenhuma venda será perdida.

  • Rapidez: A demora ao processar o pagamento pode causar desconfiança por parte do usuário. Por isso, leve em conta quantas ações por segundo o sistema consegue fazer. Eu sugiro que esse número seja ao menos 100% maior que a sua média de vendas hoje.

  • Atualização constante de informações: Endereços podem mudar, comportamentos de compra e nível de endividamento também. Por isso o sistema deve acompanhar todas essas alterações.

Como um sistema antifraude no e-commerce pode ser contratado?

Você pode estar pensando: “Contratar um serviço desses deve ser muito burocrático!” – já que envolve dados bancários, sigilo de informações e tudo, não é?

Animação de um tablet com um escudo em cima e na frente dois seguranças, simbolizando a proteção de dados.

Na verdade, essa contratação é até bem simples, pois todo esse trabalho quem faz é a própria empresa que presta o serviço. O seu trabalho vai ser apenas escolher a forma de contratar que, basicamente, pode ser uma dessas duas:

1. Contratação por terceiros

Aqui, ele é vendido de forma separada. Você tem total autonomia para escolher qual a melhor prestadora vai manter o seu negócio livre de fraudes.

Outra forma de contratar um sistema antifraude no e-commerce é por meio de intermediadores com Paypal, PagSeguro, Mercadopago e afins. Quando a operação de pagamento da sua plataforma é feita por eles, toda essa responsabilidade com possíveis golpes também é.

2. Plataforma e-commerce

Nesse caso, é tudo ainda mais fácil. Você vai ter apenas que escolher uma plataforma de e-commerce que já tenha esse serviço.

Apesar de simplificar bastante o processo, nesse modelo você é obrigado a ficar com o sistema nativo da própria plataforma. Então, como ele já vem no pacote, pode ser que não seja dos melhores, ou ainda, ser cobrado um valor muito alto.

Afinal, qual sistema antifraude para e-commerce escolher?

Essa é uma pergunta que só você pode responder. Essa decisão precisa estar alinhada com toda a sua operação, tipo de produtos, formas de entrega, pagamento e vários outros quesitos.

Mas eu posso te ajudar. Primeiro precisamos entender um ponto: os sistemas antifraudes no e-commerce existem porque, muitas vezes, as próprias operadoras de pagamento (Cielo, Stone, Getnet, etc.) não possuem um sistema assim ou até possuem, mas eles não funcionam bem no seu site.

A verdade é que o problema das fraudes é deixado para o lojista, que arca com todo o prejuízo. Não há chargeback para as operadoras de pagamento, só pra você. Então, ao fechar com uma operadora e um sistema antifraude, você precisa levar em consideração:

  • O custo da operadora;
  • O custo do antifraude;
  • Se o sistema antifraude oferece venda garantida (quando a fraude é constatada, o sistema arca com o valor e você não sai no prejuízo).

Levando esses três pontos simples em consideração, você já consegue fazer uma escolha mais inteligente.

Para te ajudar ainda mais, fiz uma lista mostrando os principais sistemas antifraudes no e-commerce para você avaliar qual funciona melhor para a sua realidade. Confira:

Foto de um casal segurando uma lupa imensa apontada para um escudo, simbolizando a procura por um sistema antifraude.

Facilitadoras de pagamento (PagSeguro, MercadoPago, PayPal)

Para quem está começando e não possui tantas vendas assim, um sistema antifraude no e-commerce pode ser um gasto desnecessário.

Isso porque essas plataformas facilitadoras de pagamento – como PagSeguro, MercadoPago e PayPal – já têm um sistema próprio antifraude embutido no serviço que oferecem.

Então é um contrato só. De qualquer forma, você vai precisar de um meio de pagamento, por que já não contratar um que venha com sistema antifraude?

O que assusta muitos lojistas é o preço dessas facilitadoras. Bom, é um valor realmente um pouco mais alto comparado com empresas que oferecem só o sistema antifraude. E esse é justamente o ponto: eles só oferecem a proteção contra fraudes. Essas facilitadores oferecem o meio de pagamento e a proteção ao mesmo tempo.

Konduto

Sem dúvidas, a Konduto é uma das empresas mais tradicionais quando se trata de sistemas antifraudes no e-commerce. Com seis anos de história, tem clientes dos mais diversos segmentos, como o Ifood e a loja oficial do time Flamengo.

Além de ser antifraude, a empresa se dedica bastante em pesquisas e análises de comportamento do consumidor. Prova disso é que o rastreamento de localização, tráfego e até mídias sociais do usuário começa a ser monitorado no momento em que ele entra no seu e-commerce. É mais seguro e uma ótima maneira de entender o comportamento do seu consumidor.

Outro ponto positivo é que assim que algum movimento suspeito é encontrado pelo sistema antifraude, a análise passa a ser feita pessoalmente por um especialista, deixando tudo mais personalizado. Além de fornecer um relatório bem detalhado de toda a operação.

BigData Corp

Agora, se você prefere um sistema antifraude no e-commerce totalmente automatizado, o BigData Corp é pra você.

Ele funciona por meio de um sistema que analisa todas as informações e gera questionários diferentes a cada acesso do cliente. É só a partir da confirmação desses dados e análises de comportamento que a venda é liberada.

Além disso, diferente da maioria das prestadoras desse serviço, ele não exige uma fidelidade, podendo ser contratado e cancelado a qualquer momento. Entre as empresas que foram conquistadas por essa praticidade estão o Bradesco e a Azul linhas aéreas.

ClearSale

A ClearSale é um dos sistemas antifraudes para e-commerce mais populares no Brasil, atendendo grandes clientes como Vivo, Net, Asus, FastShop, Kalunga, entre outras.

Seu diferencial está na venda garantida que mencionei anteriormente (quando o próprio sistema arca com o chargeback) e na variedade dos seus produtos. Você pode escolher um sistema mais simples ou um mais complexo, dependendo das suas vendas.

E ainda há um outro diferencial, que é especialmente interessante para grandes e-commerces: a ClearSale oferece diversas ferramentas para a gestão própria do seu sistema antifraude. Ao invés de moldar sua operação inteira de acordo com um sistema, é possível adaptá-lo para encaixar melhor na sua operação.

Veja mais detalhes no site.

FControl

Por último deixei um sistema antifraude de e-commerce que tem a credibilidade do Grupo Buscapé. Além de muito bem sucedido no Brasil, o FControl é líder absoluto em vários países como Romênia e Polônia.

Além da análise, ele fornece consultoria e suporte a qualquer hora e tem como principal característica a customização. Com ele, você pode regular qual o nível de rigidez vai ser usado – o que é muito útil quando se percebe que o sistema está barrando muitas vendas genuínas.

Depois de toda essa explicação, eu acho que você entendeu como funciona um sistema antifraude no e-commerce. E para além disso, já pode contratar o seu agora mesmo.

Sei que alguns clientes podem agir de má fé, sinalizando que não reconhecem uma compra ou solicitando a troca ou reembolso de um produto. O que fazer quando isso acontecer? Nesse texto eu te mostro todos os seus direitos e deveres, com o respaldo do código de defesa do consumidor.

Até a próxima!

 

Eduardo Leão,
Diretor comercial do Amplia Vendas.