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Qual é o futuro do e-commerce?

Ninguém tem uma bola de cristal para responder a essa pergunta – e nem precisa ter. Já dizia Confúcio 500 anos a.C: “se queres prever o futuro, estuda o passado”. Então é assim, com percepção e estudo de mercado para analisar o passado e o presente que vou te dar uma ideia de como o futuro do e-commerce vai ser.

Claro que é impossível acertar 100%, mas metade disso é mais que suficiente para entendermos para onde o e-commerce está caminhando e, principalmente, para você encontrar a sua grande oportunidade nos negócios.

Então vem comigo que o futuro do e-commerce te espera!

Mas, antes, vamos ao passado…

Eu sei que provavelmente você quer saber logo o que você deve esperar do futuro do e-commerce. Mas antes disso, eu preciso te mostrar quais foram os passos que o levaram até onde ele está hoje para que você entenda as minhas previsões.

Falar de grandes passos no e-commerce sem falar de Amazon é impossível. Não só porque, até o ano passado, ela era a empresa mais valiosa do mundo, mas também por ser responsável por popularizar o marketplace. E, nesse ponto, eu vou dividir as duas eras da empresa:

conjunto de quatro caixas para envio feito pela Amazon, sendo uma maior e três pequenas em um fundo azul claro.

Era Antes Marketplace

Fundada em 1995, quando provavelmente você nem pensava na possibilidade de abrir uma loja online, a Amazon já começava a desenhar o futuro do e-commerce com um diferencial competitivo que só em 2006 seria reconhecida como a Cauda Longa.

Naquela época, essa prática de negócios nem nome tinha.

A empresa começou exclusivamente no segmento de livros. Enquanto as livrarias físicas conseguiam vender apenas o que cabia em suas prateleiras e dificilmente para além da sua região, a Amazon já vendia para 45 países nos dois primeiros meses e somava 2.5 milhões de livros em dois anos.

Como ela conseguia isso? Simples: a Amazon não era limitada pelos estoques físicos de uma loja de livros. Ela apostou em depósitos gigantescos para vender o maior número de mercadorias possível. Quanto mais produtos, mais vendas.

Apesar do sucesso estrondoso, a empresa fechou os seus 5 primeiros anos no vermelho. Parte desse prejuízo se dava pelos altos investimentos para fortalecer a marca, mas também com infraestrutura e para comportar tanta mercadoria.

Mesmo não estando fisicamente limitada, havia ainda o problema dos depósitos para guardar os livros. Cada produto tem um custo para estar no estoque, que precisa ser diminuído ao máximo para que ele dê o maior lucro possível. Como fazer isso?

E foi então que surgiu a Big Idea

Sem ser clichê, o que a Amazon fez foi transformar a sua maior fraqueza em uma grande oportunidade: se as contas do e-commerce não estavam batendo e o calcanhar de Aquiles eram os custos com armazenagem, por que não utilizar o estoque de outra pessoa?

E foi isso que eles fizeram em 2000: um vendedor terceiro, com seu próprio estoque, vende no site e a empresa tira uma fatia disso, o que é vantajoso tanto para a Amazon, que passa a vender praticamente sem custo, quanto para o vendedor, que pode contar com o nome forte da empresa.

Claro que há muito mais história além disso. Mas, coincidência ou não, no ano seguinte, a conta bancária da Amazon ficou no verde pela primeira vez e hoje ela é a cara do futuro do e-commerce, sendo o maior marketplace do mundo.

Como estamos hoje

Vendedora de frente a um notebook comemorando suas vendas. Ao seu lado há várias caixas para serem enviadas.

Depois da Amazon vieram vários outros grandes players no mercado, a popularização dos computadores, criação de smartphones e chegamos onde estamos: batendo recorde de receita, número de pedidos e novos usuários chegando.

De certa forma, estamos vivendo hoje o futuro do e-commerce. Segundo o próprio Google, a migração do consumo do brasileiro para o digital acelerou décadas com a pandemia, tanto pelos novos comportamento do consumidor, quanto pela democratização e facilidade em abrir um e-commerce.

Hoje em dia está mais fácil do que nunca abrir uma loja online – e pagando barato por isso. Qualquer um com um CNPJ (até MEI, em muitos casos) consegue vender nos marketplaces e fazer um dinheirinho.

#DicaAmplia: É realmente muito simples abrir um e-commerce. Aqui no Amplia Vendas em um dia já dá para configurar e começar a vender no seu. Mas se você não se contenta com “um dinheirinho”, já comece preparado para contornar várias adversidades com o meu texto dos principais desafios do e-commerce.

Afinal, qual é o futuro do e-commerce?

empresário vendo o futuro do seu negócio em uma bola de cristal. Ao ser redor há vários gráficos de crescimento e dados.

Pelo que eu disse até aqui já deu para você perceber que o futuro do e-commerce está em se tornar cada vez mais popular em duas frentes: um e-commerce independente e os marketplaces.

O fato é que, para alcançar essa independência, você vai enfrentar os mesmos desafios que a Amazon enfrentou há mais de 20 anos: atingir o máximo de clientes e diminuir gastos com o estoque – esse segundo, inclusive, que é um dos pilares do meu texto “como economizar no e-commerce”.

Portanto, a minha previsão para o futuro do e-commerce não é nada mirabolante como entregas com drones ou robôs e superinteligência artificial. Ela é mais simples e prática, constituída por apenas dois fatores que estão mais perto que você imagina:

Venda em marketplaces

Usar um marketplace é o caminho mais acertado para as vendas online hoje – e continuará sendo no futuro do e-commerce. Hoje, 78% do faturamento no segmento vem deles e a tendência é ser um negócio cada vez mais próspero.

Mas os marketplaces do futuro estão caminhando para plataformas que dão mais oportunidades e autonomia para o lojista e seu cliente. As estratégias vão partir do cliente até chegar no produto, não o contrário como fazemos hoje e todas as tecnologias serão voltadas para isso.

Trabalhar com marketplaces vai se tornar mais atrativo e será cada vez mais fácil aplicar estratégias dos marketplaces no e-commerce para reduzir o custo de estoque, que é o segundo fator do futuro no e-commerce.

Otimização no estoque

O futuro do e-commerce está diretamente ligado ao fato de que será ainda mais complicado manter um estoque físico. Os valores dos aluguéis por metro quadrado continuarão a crescer, assim como a carga tributária nos transportes, o que afeta diretamente o valor do próprio produto que fica parado no seu estoque.

E é aqui que surge a opção do dropshipping. Nele, o cliente realiza a compra no seu e-commerce e o pedido é encaminhado automaticamente para a fabricante do produto, que faz todo o trabalho de envio e sem o cliente nem saber que ele não foi enviado pela sua loja.

É como dar um plus no que a Amazon fez décadas atrás, mas agora você vai estar utilizando o estoque, embalagem e envio do fabricante!

#DicaAmplia: quer saber mais sobre o futuro do e-commerce dropshipping? Aqui eu tenho uma seleção de textos que abordam melhor o tema como a sua funcionalidade e segurança.

Para finalizar, é isso: o futuro do e-commerce está em plataformas que fazem o relacionamento e a curadoria dos produtos, enquanto as indústrias e produtores, em parceria com a loja, produzem e entregam.

Parece muito simples, não? Mas é para ser mesmo! No futuro, todo o foco do seu negócio vai ser em prospectar mais e mais clientes e aumentar a força da empresa. O resto será feito de forma terceirizada, mas sem abrir mão do trabalho em equipe.

E agora vai o meu último adendo: eu sei que ao longo desse texto eu abordei bastante a história e estratégias da Amazon, mas, como você viu, a história do e-commerce e de como chegamos até aqui está muito atrelada à empresa.

Como eu disse, o futuro do e-commerce está na sua autonomia sobre ele. Por isso eu quero que você dê os próximos passos pensando no que for melhor para a sua estratégia. E para tomar o caminho mais assertivo, veja o meu review dos 5 melhores marketplaces para vender hoje e escolha o que for melhor para o seu negócio.